RURAL
Administração Municipal incentiva a Suinocultura
   
Ações estão sendo desenvolvidas

Por Renato Kozak
07/01/2020 09h52

A suinocultura, nas décadas de 60, 70 e 80, foi uma das principais fontes de renda de toda a região. Novo Xingu, por sua vez, ainda enquanto Distrito de Constantina, possuía centenas de pequenos produtores, bem como um comércio bastante estruturado e concorrido em torno da atividade. Era comum ouvir-se falar da compra de carros, casas e até mesmo de áreas de terra, através da venda de algumas dezenas desses animais.

Entretanto, como todas as demais atividades agropecuárias, o aumento da demanda interna e as exportações, exigiram que se produzisse mais e com melhor qualidade. Com isso, vieram as criações tecnificadas. Os animais, com os avanços na área genética, passaram do tipo banha para híbridos tipo carne. Mais tarde, a partir do início dos anos dois mil, iniciaram as criações no sistema de integração, ou seja, as empresas, em parceria com os produtores, dividiram o processo de criação de suínos em fases. No caso dos animais destinados ao abate, enquanto alguns produtores possuem matrizes que geram leitões, outros recebem os mesmos após o desmame, para uma outra fase da criação, denominada creche, e, por fim, são entregues para a última etapa, chamada de terminação ou engorda.

Em Novo Xingu, atualmente, existem 19 produtores no sistema de integração, com a cooperativa Aurora e as empresas Alibem e Comercial JN (Jaques e Normélio Brandtner), os quais entregam, aproximadamente, 33.000 cabeças por ano. Todos fazem o processo de terminação ou engorda.

A partir disso, a Administração Municipal, observando que a suinocultura vem sendo, novamente, uma importante fonte de renda para os agricultores, contribuindo para a melhoria das condições de vida das famílias e a permanência dos jovens no meio rural, tem incentivado o aumento da produção. Além disso, o uso dos dejetos gerados pelos suínos, se controlada, colabora bastante na fertilização do solo agrícola, diminuindo os custos com a adubação e a correção do mesmo, transformando-se numa atividade aliada a outras, como a bovinocultura leiteira e a produção de grãos.

As ações mais recentes incluem uma demanda formulada, inclusive pelo município de Novo Xingu, em conjunto com a AMZOP, direcionada ao Conselho Estadual do Meio Ambiente– CONSEMA, que acabou por ampliar a possibilidade de concessão de licenciamento ambiental através do órgão municipal, de 1.000 para 1.500 cabeças de suínos para terminação por produtor. Com isso, houve uma facilitação na ampliação das criações. Além disso, há pouco tempo, a empresa JBS também está admitindo produtores de Novo Xingu para integrarem-se ao seu sistema de produção. Até o momento, a empresa autorizou 12 produtores a procederem com a construção das pocilgas. Com essa ampliação, a perspectiva é de passar de 33.000 para mais de 80.000 cabeças por ano, um aumento de mais de 140%. Com isso, além da renda e os demais benefícios trazidos diretamente para o Produtor, o município também tem a expectativa de ampliar o seu percentual de participação na divisão da arrecadação oriunda do ICMS. Neste caso, os valores referentes à venda dos suínos são contabilizados como valor adicionado, que é o principal componente do cálculo para a formação do percentual de participação do município no bolo arrecadado pelo Estado.

Deste modo, o município, além colaborar com diversos incentivos, como a intermediação dos assuntos relacionados às necessidades burocráticas para implantação do empreendimento e a viabilização das condições estruturais, como, por exemplo a energia elétrica, também se responsabiliza por todos os serviços de terraplenagem, construção ou melhoria dos acessos, sem custos para o produtor.

 

 

 

 

 

 

   

  

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